Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de maio de 2014

O quanto sei de ti


Sei que ainda espera por mim naquele mesmo portão enferrujado. Sei, também, que ainda me encontra dentro daquelas músicas que ouvíamos juntos. Sei que continua lendo meus textos despudorados e que neles, ainda procura algum indício do nosso amor. Sei que ainda se lembra das minhas caretas, agora sem graça. Sei que ainda lembra daqueles dias infinitos que ficávamos debaixo do edredom...

Sei que sente falta das coisas que eu escrevia só pra te dar razões pra enfrentar uma nova semana. Sei que seus batimentos ainda falham, por segundos, quando se engana e na multidão vê alguém parecida comigo. Sei que ainda se lembra de mim a cada gole de café e que quando olha para a xícara vazia, quase morre em meio a falta da minha presença.

Sei que ainda torce pra eu não parar de escrever, e que ainda espera ansioso pelos meus textos que falam sobre você. Sei que ainda vê o quarto girando quando, depois de muitos goles a mais, deita sozinho no escuro do quarto e mais uma vez jura que nunca beberá mais do que um copo de suco.

Sei que ainda sabe o quanto sei de ti, mas insiste em disfarçar. E sei que, em silêncio, você implora ao tempo para me apagar de vez.

Aline Spitzer.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Por que você demorou tanto?


Ei, tenho pensado em você com muito carinho viu. Sempre desejando que você durma bem, sempre querendo te sequestrar da solidão de uma possível insônia, caso você não tenha sonhos bons. Sempre pensando nesse teu jeito bravo e ao mesmo tempo tão puro...
Sabe, as coisas estão mudando dentro de mim. Ainda não sei bem explicar o quê, mas então, me deixa escrever pra você...

É que eu queria roubar um pouco de você pra mim, um pouco do seu abraço que ainda não tive, um pouco dos seus beijos que ainda não provei, da sua barba macia que eu quero sentir. 

Eu pinto o amor com as cores dos teus olhos, moço. E também com as palavras que você me escreve antes de dormir... eu vi em você a minha paz, meu riso e aqueles meus velhos sentimentos. Não reclamo, quero cuidar bem da gente... e cuidar de você traria um tom a mais, um riso a mais, um fogo a mais.

Pode parecer exagero agora. Ainda é cedo, eu sei.. Mas é que só você conseguiu pular o muro de dificuldades que levantei em torno de mim quando a dor me transformou numa menina de lata.

Hoje a gente meio que sabe o que vai acontecer, mas ainda fica a misteriosa chance da gente se roubar, fica o vazio na noite deixando os beijos pra depois, fica cada um em sua cama querendo trocar a insônia por um pouco de carinho, fica aquele desejo porque a gente morre de medo do que vem por aí.

Mas bem que você podia ficar e dar razão aos que dizem que se pode ser feliz todos os dias. Podia me mostrar que não preciso gostar dessa dor... Não, na verdade nem precisa mostrar nada. Só fica.


Aline Spitzer.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Nós



Te procuro em cada olhar, em cada rosto estranho, em cada toque não dado pelas suas mãos.
Onde está você?

Dizem que nós apertam demais. Não entendo... nós éramos tão soltos, tão intensamente livres. Mas sempre ligados pelo nó que davam nossas pernas na hora de dormir...

Não há mais nada seu em meu quarto, apaguei todo o nosso histórico de conversas no computador e no celular, excluí tuas fotos mais bonitas... todas elas então. Meu Deus, como ele é incrivelmente lindo em todas as fotos. Vou excluir até as fotos que não tiramos juntos, mas que estão reveladas em minha memória.

Desatamos nós. Todos eles! Os nós das nossas pernas enlaçadas, nós das nossas mãos dadas, nós dos nossos abraços, nós das nossas línguas, nós dois.

A saudade deságua pelos meus olhos agora, molhando tudo o que já escrevi nesse papel... é a minha alma desatando os nós... da minha garganta.

Aline Spitzer.