quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Só de passagem...




Já entendi. Sou uma espécie de atalho. Só estou de passagem na vida das pessoas. Sirvo pra ajudar no caminho, mas nunca sou o ponto de chegada. Talvez eu seja uma distração na estrada rumo ao destino, o qual não pertenço.

Interessados em outras! São esses que me buscam, e me encontram, e me usam, e me largam... mastigam minha carne e depois cospem, já que não lhes serve mais. E no fim, só me resta um coração pisoteado e totalmente perdido, que agora só quer se fechar pra qualquer novo sentimento cego.

É como se eu ensinasse amor. Faço peitos vazios se encherem de verdades e olhos foscos voltarem a brilhar... Não é fácil entender essa minha intensidade nas coisas, mas quando compreendem o que digo, compartilham com uma outra pessoa. O amor que eu criei, o amor que eu senti, o meu amor... é entregue à outra pessoa mais simples e de riso mais fácil que o meu. E o pior é que eu até entendo. Sei que cansa lidar com meu ser melancólico e bipolar, que nunca se satisfaz. Isso é chato, sim. Só que tem muito mais que isso dentro de mim. Sou só uma pessoa cansada precisando de um colo pra se desfazer...

Mas enfim... não tem como eu me completar, pois sempre quero que seja meu quem não me pertence. Porque no fundo, todos ja pertencem à alguém, de alguma forma. Ninguém é virgem de alma. Todos carregam amores mal resolvidos por aí. 

São apenas metades vazias que não completam vida nenhuma.

Aline Spitzer.
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