terça-feira, 29 de outubro de 2013

Estranheza


Sempre me disseram que eu lido com algumas coisas com uma certa estranheza. Já cansei de ouvir a frase: 'Nossa, como você é estranha.' Devo me incomodar? Não. As pessoas sempre tendem a achar estranho quem não faz o que é esperado, quem é imprevisível, quem é livre!

Como dizia Carlos Drummond de Andrade: "Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar."

Sou de gêmeos, signo de ar, totalmente mutável. Sim, eu me distraio com tudo ao meu redor e tenho facilidade pra fazer viagens sem sair do lugar. Talvez algumas situações tenham amarrado meus pés no chão pra que eu me agarrasse à realidade. Paixões platônicas, meu bem, são para criancinhas. Repito isso pra mim sempre que quero me convencer. E sempre dá certo.
Tenho a impressão de que eu sou óleo onde todo mundo é água. Não me encaixo e aceito! Faço parte de um mundo particular, onde só entra aquilo que me convém.

Há quem diga que sou fria... eu sofria e ainda sofro. Então, não sou tão gélida assim! Sou estranha porque gosto daquilo que confunde, que é incomum, que tem várias interpretações. Gosto do que fica nas entrelinhas...

E é no meio dessa estranheza toda que eu me encontro, me engano, me arrependo, me evitam... Ninguém quer descobrir o que tem por trás de uma mulher estranha, mas o fato é que ela é a mulher que deve ser descoberta.


Aline Spitzer.
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